A nova maneira de fazer design gráfico

Nos últimos anos, a forma de contratar, aprovar e produzir serviços gráficos tem mudado radicalmente, num processo que está longe de terminar. É uma mudança cultural. As questões principais são sobre como os clientes, fornecedores e parceiros podem rearranjar melhor a si mesmos, seus produtos e serviços e o modo como fazem negócios juntos.

As empresas que lideram (os 20% do topo) em cada setor superam as outras (os outros 80%) em 5 vezes. Embora líderes em performance apareçam em negócios de todo tamanho, eles estão entre os que primeiro adotaram as novas tecnologias e processos. A tendência é que aumente a diferença de performance na medida em que algumas empresas se aprofundem nesse processo e outras não.

DIGITALIZAÇÃO
O que começou a mudar tudo foi a digitalização dos processos, que começou pra valer na década de 80 - a chamada editoração eletrônica. Até hoje, outros processos e informações dentro das mais diferentes empresas foram digitalizados. O dinheiro digital já é uma realidade. Isto muda a forma como as empresas fazem negócios.

CONEXÃO ENTRE EMPRESAS
O passo seguinte é a integração entre as empresas. Começa a surgir uma clara percepção de que ter um acesso rápido à Internet traz uma série de benefícios para as empresas. Assim como um fax na empresa se tornou fundamental a partir de meados dos anos 80, o acesso rápido à Web se tornará uma necessidade para quem quizer se manter competitivo.

Se as informações estão digitalizadas e estão em rede, poderão ser interativas. Isto possibilita a troca de informações entre filiais da mesma empresa e entre clientes e fornecedores. Um layout é enviado na forma digital até o cliente, que o devolve com comentários ou imprime-o localmente. Após a aprovação, o arquivo final é enviado à gráfica, que faz uma prova local e, finalmente, a impressão final. Processos comerciais, como emissão de notas fiscais, serão digitais e automatizados.

IMPRESSÃO DIRETO PARA A CHAPA
Neste sistema, a chapa de impressão é gerada diretamente dos arquivos digitais, dispensando o fotolito. No método tradicional, com fotolito, a aprovação final era feita através da prova de fotolito, conseguida analogicamente a partir dos filmes que gravariam as chapas de impressão. No sistema "direct to plate - dtp", a prova é digital, feita diretamente dos arquivos. O próximo passo (já disponível) é o sistema "direct to paper", impressão feita diretamente dos arquivos para o papel, sem etapas intermediárias, possibilitando a personalização de textos e imagens durante a impressão.

PERSONALIZAÇÃO
Com a crescente segmentação dos mercados, a comunicação é cada vez mais dirigida. As tecnologias citadas acima nos permitem fazer, rapidamente e em qualquer tiragem, impressos cujas informações e imagens são apropriadas ao perfil de quem os recebe, pois elas são selecionadas com base em um banco de dados. É importante ter informações detalhadas sobre o público-alvo. Este banco de dados é um patrimônio da empresa que contrata os serviços gráficos. Ela deve ter um sistema de coleta, classificação e armazenamento de informações que lhe darão uma maior eficácia para atingir o seu público. Elas poderão oferecer apenas produtos e serviços que interessem a quem recebe o impresso, baseadas no seu comportamento de consumo.

DISTRIBUIÇÃO
Outra grande mudança é que, ao invés de imprimir para depois distribuir a informação, podemos distribuir na forma digital para depois imprimir. Não apenas pela Internet, mas por fornecedores de impressão que estarão em outras cidades. Com o advento da prova digital, podemos conferir a qualidade de um trabalho ainda no estúdio de criação, depois enviar o arquivo para impressão remota da prova e aprovação de um cliente de outra cidade. Um catálogo de distribuição nacional pode ser impresso em diferentes pontos de uma rede de serviços gráficos pelo país, sendo entregues a partir de um ponto mais próximo do leitor.

DIFERENTES MÍDIAS
Se o processo de produção é digital, nada mais prático do que usar também os meios de comunicação digitais. Isto não significa o fim do papel. Pelo contrário. Cada vez mais, temos novas informações cujo veículo final é o papel. Mas, a reformatação da informação para diferentes mídias é uma necessidade. O custo para gerar novas informações é alto. Então, vamos investir em reutilizá-las de diferentes formas, reformatá-las para diferentes mídias. Isto afeta a criação e o design, afeta a produção e os fornecedores. Teremos processos automatizados para, a partir de uma informação e um design inicial, gerarmos de forma personalizada uma publicação, um web site e um CD-ROM. Os dados para o trabalho são textos, imagens, anúncios, filmes, animações e sons.