Promovendo a Resiliência.

Dando continuidade à matéria anterior, na qual mostrei que a resiliência é a capacidade humana de enfrentar adversidades sucessivas ou acumuladas, sem prejuízos para o desenvolvimento. E que ela pode ser pensada como capacidade de adaptação ou faculdade de recuperação, um fenômeno psicológico que podemos construir, uma ferramenta, um conceito, com potencial de instrumentalizar as pessoas, profissionais e empresas para superar dificuldades e situações adversas. Para que a resiliência aconteça tem que ser dado o primeiro passo, que é ter uma meta. Pensando como empresa, devemos formar uma equipe, pois para se chegar a um resultado de superação o trabalho em equipe é fundamental.
A partir daí os candidatos à promoção da resiliência serão confrontados com as rotinas, regulamentos, tradições, e os modos de relacionamentos já instituídos. Geralmente essas questões são de difícil compreensão e se fará necessária uma atuação criativa para assim modificar a situação, revertendo-a para um novo repertório, mais objetivo e que aproxime o passado às aspirações futuras.
O planejamento é fundamental e não deve sobremaneira ser ditatorial.
A democracia possibilita que toda a equipe contribua com suas experiências pessoais, que também servem de base para a construção da resiliência. Conjuntamente devem ser estabelecidos objetivos realizáveis, que formarão os degraus da grande escada a ser subjugada. Cada objetivo deve ser ao mesmo tempo, abrangente e detalhado. É importante que a meta principal permeie todos esses objetivos, para que o foco não seja perdido. E essa meta deve conter não só a conquista em si, mas a própria manutenção da resiliência, potencializando todos os envolvidos no processo. Os participantes devem conhecer os problemas e as soluções que serão implementadas, isso possibilita uma consciência ainda maior, que dará sentido às ações de todo o grupo, gerando uma articulação voltada aos objetivos individuais, coletivos e institucionais. No planejamento devemos sempre contemplar períodos para avaliação, na qual as operações, o cronograma e os objetivos possam ser discutidos e reavaliados por todo o grupo. A partir dos resultados parciais e das avaliações, poderão ser feitas correções no plano de trabalho. Planejar, avaliar e voltar a planejar nos permite quebrar o conceito do
"É MUITO DIFÍCIL", e partir para o "PODEMOS CONSEGUIR". Construir um modelo democrático não é nada fácil. Temos poucas experiências nessa área, o que facilmente pode nos levar a responder as situações de conflito com atitudes fora do aqui proposto. Devemos construir esse novo modelo e passar por um processo de sensibilização, compreensão e treinamento, ininterruptos. Só assim poderemos ser resilientes, trabalhar em equipe e promover os objetivos que nos levarão às nossas metas principais.

Rogério Martins


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